2022 World Final

17-21 October, Tenerife (Spain)

Mundial de Empresas em Portugal retomou a sua atividade no Santo da Serra e apurou duas equipas para a Final Nacional.

O World Corporate Golf Challenge (WCGC) tornou-se no primeiro circuito internacional de golfe a visitar a Região Autónoma da Madeira, um gesto simbólico de confiança num território que ainda não registou qualquer óbito de COVID19.

A Madeira é segura, é a mensagem que a fase nacional do Campeonato do Mundo de Empresas quis passar às outras dezenas de países que integram este circuito. A organização, a cargo da Golftattoo Eventos desde o início de 2020, só teve palavras elogiosas para o torneio levado a cabo no Clube de Golf do Santo da Serra, na Ilha da Madeira.

Pedro Castelo Branco, Director da Golftattoo Eventos

«A organização e o campo do Clube de Golf do Santo da Serra prepararam tudo em função das regras de segurança impostas pela Direção Geral de Saúde e aconselhadas pela Federação Portuguesa de Golfe, para a utilização no campo e das respetivas instalações», sublinhou Pedro Castelo Branco, o diretor-geral da Golftattoo Eventos.

«Houve uma adesão maciça de diversas empresas madeirenses», acrescentou o promotor do torneio, que viajou de Lisboa para o Funchal, fazendo questão de destacar um grupo de participantes muito especial: «os jogadores do grupo Os Flinstones inscreveram-se todos em apenas três dias, completando 24 das 34 equipas do torneio».

A etapa do WCGC no Clube de Golf do Santo da Serra, o palco do conceituado Madeira Islands Open do European Tour, teve uma importância dupla e emblemática, como explicou Pedro Castelo Branco: «marca uma data que fica na história do evento, por duas razões. Primeiro, o regresso à Madeira do WCGC, após vários anos de ausência, e desde que tomámos conta desta prova queríamos visitar as ilhas atlânticas. E segundo, porque é o primeiro torneio após o confinamento a que todos estivemos sujeitos. Antes já tínhamos realizado três etapas, esta foi a quarta de 2020. Portanto, o que quer que seja que o futuro nos possa reservar, o certo é que esta data fica já na história do evento».

«Para além disso, registo o entusiasmo e a grande vontade demonstrados pelo Clube de Golfe do Santo da Serra, na pessoa do Ricardo Abreu, em que esta prova fosse realizada aqui. Queremos continuar a fazê-la cá e fá-la-emos nos próximos anos, assim o Santo da Serra queira receber-nos», assegurou o gestor português, em declarações ao Diário de Notícias da Madeira.

António Henriques, o carismático presidente do Clube de Golf do Santo da Serra, que já viu grandes torneios internacionais passarem pelo “seu” campo, ficou agradado com o gesto da organização do WCGC Portugal e aproveitou para enviar uma mensagem a todos quantos apreciam o turismo de golfe na Madeira: «Este é um desporto praticado ao ar livre, no qual é perfeitamente possível cumprir com rigor as orientações da Direção Geral de Saúde.

«O WCGC é um torneio que há já alguns anos não vinha à Madeira, por razões alheias à nossa vontade, uma vez que este é muito querido aqui por todos os sócios. Felizmente voltou. Tivemos um dia magnífico, com o campo em ótimas condições. Agora duas duplas irão representar o clube na fase final e, depois, esperemos que, no mínimo, uma delas consiga ir à fase mundial. Nós já tivemos, no passado, dois vencedores nacionais deste torneio e numa delas eu estava incluído», salientou o presidente do clube ao DN Madeira.

Opinião igualmente importante foi emitida ao DN Madeira por Miguel de Sousa, uma destacada figura da política, da economia e do desporto regional, antigo presidente da Direção e atual presidente da Assembleia Geral do Clube de Golf do Santo da Serra, e ainda fundador do Madeira Islands Open: «Acho que foi uma pedrada no charco o torneio ter-se realizado, depois de ter estado ameaçada a sua organização por todas as razões que nós conhecemos relativas à pandemia».

Para a Região Autónoma, para o Clube de Golf do Santo da Serra e para o WCGC Portugal, o objetivo principal foi alcançado com a realização da prova em segurança, saúde e bom ambiente. Mas para as empresas participantes (34 com 68 jogadores), o mais importante era mesmo o resultado final e saber quem iria apurar-se para a final Nacional, adiada para o Montado Hotel & Golf Resort, em Palmela, no dia 29 de agosto.

Nesta quarta etapa portuguesa do WCGC de 2020 qualificaram-se as primeiras empresas nas classificações net e gross, o que elevou a competitividade da prova.

Nas três etapas anteriores, antes da interrupção de março, devido à pandemia, já tinham reservado o seu lugar no Montado nove equipas oriundas do Bom Sucesso Resort (num torneio cujo title sponsor foi a Garofalo), outras nove do Club de Golf do Estoril (Audi), e ainda oito formações do Palmares Ocean Living & Golf (Turkish Airlines).

Na ilha da Madeira, utilizaram-se os percursos Machico e Desertas, exatamente o traçado usado pelo European Tour quando visitava a região. O campo tem vindo a ser melhorado em vários aspetos e apresentou-se em excelente estado, deslumbrando com a sua beleza excecional.

Pois bem, através da classificação net seguiu para a Final Nacional a equipa do Caju Le Petit Hotel, com um total de 70 pontos. Norberto Henriques contribuiu com 33 pontos e Ricardo Antão com 37.

1º NET – Equipa Caju Le Petit Hotel – Norberto Henriques & Ricardo Antão

«É um torneio especial porque uma vitória dá a acesso a uma Final Nacional e a seguir, em caso de vitória, a uma Final Mundial. Portanto é um torneio muito interessante, que toda a gente quer ganhar. Jogámos bem, equilibrámos bem a equipa e lá conseguimos fazer um bom resultado», comentou Norberto Henriques.

«Ainda por cima, este é um torneio pelo qual eu tenho uma certa simpatia particular, porque, por duas vezes, ganhei a nível nacional e fui jogar a Final Mundial, uma vez em La Manga e a outra em Kuala Lumpur», acrescentou o capitão da equipa do Caju Le Petit Hotel.

O Caju Le Petit Hotel superou a High Ventures (65 pontos) de Ana Bento (28) e Lino Bento (37), e a Garofalo (64 pontos) de (29 de Bernardo Calção (29) e Miguel Tavares Jr. (35).

Na classificação Gross a formação que irá viajar a Palmela será a da Firts 4 You2, com 61 pontos, composta por dois membros do já referido grupo dos Flinstones: João Bernardo Gonçalves (27) e Pedro Araújo (34).

Curiosamente, a equipa segunda classificada gross foi a campeã net, a do Caju Le Petit Hotel, com 54 pontos, os mesmos do conjunto terceiro classificado da Garofalo.

1º Gross – Equipa First 4 You 2 – João Bernardo Gonçalves & Pedro Araújo

«É claro que é muito importante termos um torneio como este na Madeira, que decorre a nível mundial em diversos países e que depois dá a possibilidade de disputar uma Final Mundial. Nós queríamos passar à Final Nacional e representar bem a Madeira. Conseguimo-lo e estamos muito contentes. Agora, na Final Nacional, queremos fazer boa figura e tentar um resultado que permita-nos representar o nosso país na Final Mundial», disse Pedro Araújo, o capitão da Firts 4 You2.

A Madeira foi a penúltima etapa de qualificação nacional do WCGC, antes do circuito viajar ao Axis Golfe Ponte de Lima no dia 25 deste mês.

Hugo Ribeiro / Golftattoo

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